Agora Sim! Ministério Público pede a cassação de Roseana Sarney
segunda-feira, 1 de julho de 2013
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Política
Foto: Jornal Pequeno-Blog John Cutrim.
O Ministério
Público Eleitoral (MPE) pediu a cassação do mandato da governadora do
Maranhão, Roseana Sarney (PMDB). O argumento do MPE é que a peemedebista
se beneficiou politicamente de um programa habitacional chamado “Viva
Casa”, durante o ano passado, quando foi reeleita em primeiro turno.
Somente em 2010, conforme a ação do MPE, foram abertos créditos da ordem
de R$ 62,8 milhões para o programa “Viva Casa”. A ação do Ministério
Público Eleitoral tramita no Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão
(TRE-MA).
Segundo o
procurador eleitoral Régis Richael Primo da Silva, o programa “Viva
Casa” foi instituído no Estado sem prévia aprovação orçamentária na
Assembléia Legislativa do Estado (AL-MA). Além da necessidade de lei
específica, Silva também declara na ação que um programa como esse deve
ser iniciado, no máximo, um ano antes do ano eleitoral.
O programa
“Viva Casa” foi criado com o objetivo de atender famílias carentes no
Estado por meio da construção de unidades habitacionais populares e
distribuição de “kits construção”, contendo areia, cimento, barro, entre
outros itens. “Observa-se que no pleito de 2010 a representada Roseana
Sarney utilizou-se de programa social, instituído à revelia do
procedimento legal (sem dotação orçamentárai no exercício anterior e sem
lei específica), para promover sua candidatura ao Governo do Estado, em
desrespeito ao princípio da isonomia entre os candidatos”, declara o
procurador Régis da Silva na ação.
Ainda conforme o
procurador Régis Richael da Silva, o programa foi instituído por meio
da resolução 001/2009, editada em 03 de novembro de 2009. O programa
seria vigente entre novembro de 2009 e dezembro de 2010. Régis da Silva
argumenta que o “Viva Casa” teve suas primeiras ações apenas em março de
2010. Para ele, “fato que já desconstitui eventual alegação de que
houve a continuidade da execução do programa de um exercício financeiro
para o outro”.
A denúncia
contra Roseana Sarney é similar àquela que levou à cassação do
ex-governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB). Cunha Lima foi
cassado por indícios de corrupção eleitoral por causa da distribuição de
cheques do programa “Ciranda de Serviços”. Nesse programa, Lima
distribuiu aproximadamente R$ 3,5 milhões em cheques. A cassação do
ex-governador da Paraíba, inclusive, é utilizada como peça de
sustentação do procurador Régis Silva contra a governadora Roseana
Sarney.



